" QUANDO O GRANDE JEOVÁ KAINNA E JEOVÁ PALAR DETERMINA ALGO PARA A SUA VIDA - QUEM O IMPEDIRÁ ? "

05/11/2011 15:38

 

TESTEMUNHO DO PRIMEIRO LIVRAMENTO DA MORTE

 

E dando continuidade ao meu testemunho......

 

Após ter tomado a decisão de não beber mais, prossegui na caminhada da minha vida, ainda sem ter conhecimento de Deus ( da forma como ELE quer que todos os homens O conheçam ), pois mesmo após o ocorrido continuava com a minha mente ( consciência ) cauterizada, olhos fechados e ouvidos ensurdecidos para as coisas espirituais, assim como a maioria hoje em dia.

 

Nesta época eu trabalhava em uma empresa estatal do segmento de transportes ferroviários ( extinta FEPASA - Ferrovia Paulista S.A ), no setor de Segurança Patrimonial, onde desde o ano de 1.994 viajávamos muito pelo estado de São Paulo para supervisionar as linhas férreas devido a grande quantidade de furtos de fios de cobre da rede de comunicação  e também no patrulhamento em trens de passageiros e também de cargas para a inibição e muitas vezes apreensão de drogas, armas e produtos de furto que na região costumava-se utilizar muito este tipo de transporte pelo meliantes que praticaram esses crimes, e também outros tipos de ocorrências de rotina mais simples, onde sempre estávamos em confrontos diretos com esses meliantes envolvidos em todos os tipos de criminalidade correndo riscos de vida. Atendíamos também a todos os acidentes em passagens de nível, assim como, colisões com veículos automotores e atropelamentos e toda essa pressão gerava em todos nós um grande stress, medo e em alguns descontrole emocional.

 

Onde como um meio de auto-defesa, comecei a criar uma outra personalidade, ou seja, em casa com a minha família eu era calmo, pacato e amoroso, porém com os de fora e principalmente na esfera profissional eu era agressivo, violento e odioso, e naquele momento esse procedimento era o mais eficaz para resolver os meus problemas psicológicos e se transformar em um homem sem medo de encarar o dia a dia que era muito atribulado e no qual eu tinha a impressão de conseguir assim retornar são e salvo para casa todos os dias. Esclarecendo: confiava na força do meu próprio braço, na força do homem ( Jeremias 17:5 ).

 

E como conseqüência disso, comecei a endurecer meu coração, a torná-lo como um coração de pedra e a ter um sentimento de ódio terrível para com os que eram viciados em drogas e em bebidas alcoólicas e a qualquer um que aos meus olhos estavam fora do que eu julgava ser um bom comportamento. 

 

Muitas vezes e não foram poucas, chegamos à vias de fato (agressão física) em nossos patrulhamentos de rotina, tanto nos trens como também nas estações ferroviárias para protegermos o patrimônio da empresa e em contra-partida defendermos nossas vidas, pois éramos constantemente confrontados e ameaçados de morte pela força e certa violência com que exercíamos as nossas funções.

 

Particularmente cheguei a um ponto, onde para quem eu olhasse já o idealizava como a um marginal. E esta característica passou a sair da esfera profissional, se estendendo para a esfera social, ([pois uma vez joguei um homem embriagado na rua, para ser atropelado porque ele estava mexendo com a minha esposa]  e creio eu hoje, que provavelmente chegaria também na esfera familiar em pouco tempo ), pois aprendi que no mundo tudo começa a ser corrompido pelo exterior seguindo então para o interior, ou seja, através de nossas atitudes habituais formatamos o nosso caráter permanente. Sendo que através do nosso caráter demonstramos aos outros o que pensamos, o que desejamos e quem verdadeiramente somos.

 

Devido a este comportamento, eu costuma declarar para os meus companheiros que: - No dia em que eu chegasse a levar um tapa se quer de alguém, eu morreria ou mataria, pois jamais admitiria que alguém fizesse isso comigo ( por orgulho e soberba característicos em mim naquela época ).

Mas como Deus é fiel e Misericordioso, sem o meu conhecimento, Ele cuidava de mim ( pois hoje tenho consciência disso pelo plano que Ele O JEOVÁ KAINNA estabeleceu em minha vida ), e esse cuidado aos poucos, bem aos poucos foi ficando visível para mim.

 

Nesta mesma época – 1994 – iniciou-se um grande movimento no país e também no estado de São Paulo chamado M.S.T ( Movimento dos Sem Terra ), e como, a FEPASA possuía muitas terras, em várias cidades, com plantações de eucaliptos para a produção dos dormentes ( tronco de formato retangular para a fixação dos trilhos ) para construção e manutenção das vias férreas, e essas terras por serem grandes áreas também começaram a ser invadidas por esse movimento, e nós começamos a ser escalados para salvaguardar estes patrimônios também. E de 1994 a 1999 estas escalas foram contínuas onde eu mesmo ia praticamente todos os meses e quando não duas, onde ficávamos em torno de  dez dias, porém cheguei a fazer escala de vinte e um dias sem retornar para casa, distante da família e arriscando a vida com muito mais intensidade ainda do que o nosso cotidiano nos trens e estações. Pois nestas invasões muitos dos invasores eram criminosos procurados pala justiça, com mandatos de prisão por todo tipo de crimes, até mesmo por homicídios e latrocínios, pois eu mesmo cheguei a efetuar com a equipe  prisões de criminosos inclusos nestes artigos. Eles invadiam as terras inseridos no movimento, porém com outras intenções diferentes das do Movimento, eles incitavam os sem-terra que  derrubavam os eucaliptos com a desculpa de que era para preparar a terra para o plantio, mas na realidade, isto era só fachada, pois eles vendiam como lenha e em seguida começaram a fabricar carvão, que eram ensacados e vendidos pela região, onde chegamos a flagrar nessa prática uma grande rede de hipermercados em Ribeirão Preto que compravam ilegalmente deles.

 

Em uma dessas escalas, exatamente no dia 07 de Novembro de 1998, cheguei ao horto de Pradópolis, próximo a Ribeirão Preto, onde havia sido escalado em uma equipe de 08 agentes de Segurança e 01 técnico de Segurança  I na liderança da equipe. E este técnico era a primeira vez que prestava serviço naquele horto, e convenhamos o mais perigoso e arriscado entre todos os outros invadidos.

Então, logo após a rendição da equipe que saía e o almoço ele pediu para que o levassem conhecer o horto e suas particularidades e também a cidade de Pradópolis, e por saber do meu conhecimento geográfico em relação ao lugar, pois já havíamos trabalhado juntos em outro horto, onde conversamos a respeito deste fato, fui convocado por ele para essa ronda.

Após efetuarmos uma ronda pelo exterior do horto, ele pediu para que fôssemos para o interior do mesmo. Este procedimento era normal e não muito arriscado pelo dia e pelo horário, para um sábado. O que não sabíamos é que aquele sábado seria diferente e mudaria muitas coisas e conceitos pelo menos para a minha vida e a forma como eu a conduzia ( como de fato isso ocorreu ).

Ao adentrar no horto, após uns trinta minutos de ronda, notei pelo retrovisor interno que atrás de nós vinha uma kombi  do modelo antigo e logo atrás dela uma pampa – ford  ( creio eu )de cor azul, com vários homens em sua carroceria e ao olhar mais à frente avistamos um caminhão ford de cor vermelha que vinha ao nosso encontro, e também com algumas pessoas em sua carroceria. Prosseguimos normalmente, até porque não tínhamos onde parar e tão pouco desviar, por se tratar naquela época de uma estrada muito estreita e totalmente cercada por eucaliptos ainda em pé e tombados para corte ( furto ), e quando fomos nos aproximando do caminhão este parou, fechando totalmente a passagem, sendo que aqueles que vinham atrás de nós, obrigatoriamente tiveram que parar, então não conseguíamos ir para frente e nem para trás. Foi quando vimos que todos os que estavam no caminhão desceram e vieram em nossa direção, e nas suas mãos tinham paus, canos  e armas brancas  ( foices e facões ) e ao olhar pelo retrovisor vi também que os homens que estavam na pampa também estavam vindo em nossa direção, e estes chegando ao lado da viatura em que estávamos pudemos ver que também estavam armados e um deles tinha um revolver calibre 38 em suas mãos.

No momento em que todos se aproximaram, o Técnico falou em baixa voz: deixei minha arma na sede.

- Então, balancei a cabeça, querendo dizer, não ia resolver. ( E isto era fato, pois depois vimos que alguns outros também tinham armas de fogo com eles )

Neste momento, um homem de pequena estatura, que estava na pampa gritou:

- desce daí já pra morrer, -  porque hoje vocês não saem vivos daqui

E já foram abrindo as portas do carro e nos tirando para fora com uma certa violência, eu de um lado e o técnico de outro nos deixando separados, e este que era o que liderava o bando, olhou pra mim e disse:

_ Você se lembra de mim

E eu disse não

E ele falou: _ Mas eu me lembro de você.  _ Você já me prendeu

Eu disse: Eu não lembro, mas se isso aconteceu, eu estava fazendo o meu trabalho.

E ele falou: _ e agora, por isso vocês vão morrer.

Então pensei:  Ele é baixinho e fraco, se eu der uma pancada bem dada nele, eu o desmaio e o arrebento e tomo a sua arma e podemos reagir, eu morro mas leve pelo menos um comigo.

Então esbocei preparar o golpe, como que cerrando o punho direito bem devagar.

Porém ele de súbito, me deu um tapa muito forte ( tipo conchinha ) no ouvido direito e disse: _ reage pra morrer, pelo menos você vai morrer reagindo como homem.

Então não hesitei, preparei o murro e ia pra cima dele, quando olhei para ele, então perdi as forças e fiquei estático,pois vi no rosto dele a imagem da minha filha ( Larissa de 2 anos e 4 meses e 3 dias – hoje com 15 anos ) e ouvi ela dizer: _ Papai qué cocóia seu ( que significava: Papai eu quero o colo seu ), foi quando senti mais um tapa no mesmo ouvido e senti um estouro dentro dele.

E o meu agressor gritava: reage, morre como homem.

Porém neste momento um casal de idosos, surgiram não sei de onde, gritando para que eles parassem com aquilo, pois não era certo, e que nós só estávamos trabalhando e nunca tínhamos feito mal algum para eles. E com isso eles se sentiram constrangidos e foram recuando e então correram para os veículos e foram embora dizendo: desta vez vocês escaparam, mas na próxima não, e nem vão a delegacia prestar queixa.

Quando olhamos, não vimos mais ninguém, nem mesmo o casal que nos ajudou, e nem sabemos de onde surgiu, se estavam na kombi ou não. Uma coisa é certa e hoje sei disso. Tudo foi providência de Deus. O JEOVÁ SHAMMAH – pois ELE estava ali e O JEOVÁ EL  AQUELE que vai adiante ou  inicia as coisas e O JEOVÁ EL-BERIT AQUELE que faz pactos e alianças  e ainda o JEOVÁ PALAR – SENHOR LIBERTADOR .

-  ( SALMOS  18:2   _  Quando nos sentirmos encurralados como o povo de Israel entre o mar e os egípcios, quando nos colocarem em covas como a de Daniel ou em prisões como Paulo e Silas devemos declarar com todas as nossas forças que Jeová Palar  se levantará para nos libertar, agindo Deus quem impedirá? Estando a sua destra estendida quem a poderá deter?  [Is 14:27 e 43:13 ] ).

 

Pois se eles não tivessem nos socorrido naquele momento, hoje eu não estaria aqui para testemunhar desse Deus - EL-NE`EMAN  O DEUS  de  Graça  e  Misericórdia, maravilhoso e Absoluto eternamente. Louvado e glorificado seja Ele para todo o sempre!!

Ao sairmos de lá e retornarmos a sede, fomos tomar um banho para irmos a delegacia prestar queixas e elaborar mais um B.O como era de praxe, foi então que ao entrar água no meu ouvido direito senti uma dor tremenda e gritei, pois era insuportável e também começou a sangrar e o  zunido aumentou. Fomos primeiro ao hospital em Jaboticabal para examinar, onde foi constatado a ruptura central do tímpano direito.

Mas mesmo assim continuei de serviço, pois para mim ( naquela época ) estava em primeiro lugar, e terminei o período da escala sem comentar nada com a minha família.

Ao retornar para casa, procurei meu irmão mais velho, para conversar com ele a respeito e deixar ele preparado para qualquer situação que pudesse ocorrer, pois continuaria indo aos hortos e não sabia se um dia retornaria com vida.

Pedi a ele que não contasse nada para a minha esposa e família e lhe orientei em relação a procedimentos que ele deveria  tomar  ( tais como seguro de vida e outros ) caso o pior acontecesse em uma dessas viagens.

Este dia para mim ficou marcado, não só pelo fato ocorrido,  mas    pela revelação que tive de Deus posteriormente alguns anos depois, mas isto eu contarei mais adiante.

Naquele momento a única realidade para mim era: que eu tinha sido livrado de uma morte trágica, onde deixaria esposa viúva e filhos órfãos.

Lembrando que este fato ocorreu no dia 07 de Novembro de 1.998,  ou seja,  9 meses depois de ter sido convencido e liberto  ( JEOVÁ PALAR ) do vício das bebidas alcoólicas.

E mesmo assim continuei ignorante em relação a Deus, mas Ele continuou em agir na minha vida, não ignorando a minha vida.

 

Mas estes fatos eu contarei aos poucos, e que você possa ser edificado através da obra de Deus em minha vida, pois Ele ama a todos sem acepção, e todos os dias ELE declara isto quando nos dá mais um dia para viver, mais uma chance para lhe conhecer e reconhecermos  esse atributo ( amor incondicional - particularidade exclusiva ) DELE.

 

 

Testemunho Pessoal

 

Elio  A.  Loiola

 

Evangelista e Apologista Cristão

 

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Pastor Elio Loiola São Paulo Brasil

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