" INDEPENDENTE DAS CIRCUNSTÂNCIAS QUE PASSEMOS POR ESTA VIDA, DEVEMOS PROSSEGUIR EM FRENTE, SEM NUNCA DESISTIR DO ALVO AO QUAL NOS FOI APONTADO POR DEUS A SER, POR NÓS, ATINGIDO. JESUS CRISTO, O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA. "

22/12/2017 08:57
A ùltima corda  
 
Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.
 
Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.
 
De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.
 
Mas Paganini não parou.
 
Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.
 
Paganini não parou.
 
Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir.
 
Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.
 
Mas Paganini não pára.
 
Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. 
 
Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.
 
Paganini atinge a glória.
 
Seu nome e sua fama atravessam o tempo. Não apenas como um violinista genial, mas como símbolo do profissional que continua, mesmo diante do aparentemente impossível.
 
 
Questões para respondermos a nós mesmos...
 
 
1- Na época do ocorrido Paganini era um desconhecido violinista ou já tinha muita fama?
 
2- O que fez Paganini diante das dificuldades que surgiam durante a apresentação?
 
3- A maioria das pessoas reagiriam diante das adversidades como fez Paganini? Qual é a reação da maioria das pessoas diante de dificuldades crescentes?
 
4- Um violinista menos treinado conseguiria fazer o que Paganini fez? Por que você acha isso?
 
5- A que se deve a fama de Paganini?
 
6- Qual é a moral dessa história?

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